Minha coluna do rádio – BandNews FM – segundas – 21:20.
Escute a de 17/10/11 – Caloi – Uma História de Amor Dobrável
Minha coluna do rádio – BandNews FM – segundas – 21:20.
Escute a de 17/10/11 – Caloi – Uma História de Amor Dobrável
Vou postar aqui porque pouca gente viu esse filme. Filme feito pra internet, de baixo orçamento, é o lançamento da Caloi Dobrável, aproveitando o dia mundial sem carro. Feito em animação stop-motion, foi criado por uma agência pequena, a Salve, produzido por uma produtora nova e também pequena, a Videocubo, e dirigido por um diretor ainda desconhecido e também bem novinho, o Victor Reis. Eu acho bem bacana que hoje em dia uma boa animação não precisa necessariamente sair de um grande estúdio, de uma grande produtora. Com pouco investimento é possível dispor de boas câmeras, bons computadores e bons programas. Tudo é bem mais acessível, o que possibilita a um jovem diretor talentoso fazer um bom trabalho e ter a oportunidade de mostrar. Stop-motion, principalmente, é um bom jeito de aparecer nesse mundo. Técnica mais simples de animação, mas que exige muito tempo, muita paciência e muita criatividade pra ficar bem feito, o stopmotion, pra quem não sabe, é uma técnica bem trabalhosa. Você tem que fotografar cada frame, cada quadro do filme separadamente e depois rodar a 24 quadros por segundo pra ter o filme, ou seja, você desenha cada quadro, monta no estúdio, fotografa um por um dos milhares de quadros que vão compor o filme e depois anima no computador. Só no estúdio clicando, fotografando cada quadro, Victor e a equipe ficaram 20 dias. E como é um filme de baixíssimo orçamento, foi feito na raça e no talento. E o esforço valeu muito a pena, o filme é muito bom. Animação de gente grande.
direção Victor Reis, produção Videocubo, criação agência Salve.
Esse é o filme para internet. O filme pra TV está abaixo. Também é bom, idéia excelente, bem realizado e tal. Mas nada supera o deleite de assistir o clipe acima. Isso sem falar no bom humor de Anderson Silva em ter topado fazer essa campanha, aceitando o sarro que o mundo tira da sua voz fina. E olha que, ao contrário do Biafra, ele não está exatamente precisando dar um up na sua carreira…
direção Luís Mermet / Mayra Gama, produção PBA Cinema, criação Ogilvy Brasil
Post originalmente publicado no Update or Die
Me emocionei ao ver a Patti Smith no seminário da Grey no Festival de Cannes. Ela leu poesia, cantou, sorriu, contou histórias do delicioso livro dela (Só Garotos), enfim, foi um enorme privilégio estar ali naquele momento. Mas ela estava tão fofa, mas tão fofa, que era difícil vislumbrar ali uma das maiores estrelas mundiais do punk-rock. Por sorte, entrei sem querer na sala onde ela deu uma coletiva aos poucos e, esses sim, privilegiadíssimos jornalistas que dividiram com ela um cantinho apertado da sala de imprensa. Ali sim, defitivamente, a rainha do punk rock. O CCSP gravou e colocou no youtube. Imperdível.
Post originalmente publicado no Update or Die
Minha coluna do rádio – BandNews FM – segundas – 21:20.
Escute a de 20/06/11 – Eduardo e Mônica – Vivo
Já escrevi aqui sobre o Nando Olival, um dos meus ídolos na direção de filmes publicitários. Fiquei ainda mais fã dele quando soube que ele parou de dirigir publicidade pra se dedicar ao seu primeiro longa, bancado por ele mesmo. O filme chama “Os 3″ e já está saido do forno (trailer aqui). Desde então ele filma apenas alguns projetos especiais de publicidade, filmes que sejam a cara dele ou filmes nos quais sua direção faça a diferença. Como esse. Não consigo pensar em nenhum outro diretor que faria esse filme tão bem feito como o Nando. Essa leveza, esse ritmo, essa atuação e sobretudo essa cara de filme bem feito – bonito, bem cuidado, bem acabado e que não escorrega no publicitês, nas concessões que se faz ao apelo publicitário em detrimento da qualidade e da verdade do filme – na ilusão de que não se arranha o conteúdo. Arranha sempre. Arranha muito. Raros são os clientes e as agências que tem essa consciência. E olha que esse filme nem é pra TV. Investimento altíssimo em qualidade e conteúdo pra mídias alternativas. Incrível. O mundo está mudando, graças a deus…
direção Nando Olival, fotografia Ricardo Della Rosa, produção O2, criação Africa
Adendo ao post original:
Eduardo e Mônica, 10 anos atrás – A polêmica com o filme da ATL
Três dias depois de postado, Eduardo e Mônica da Vivo já tem 3 milhões de views no youtube e uma polêmica bem chata. Descobriu-se um filme anterior com a música, também de uma operadora (ATL), com a mesma pegada. Não quero entrar nessa discussão, primeiro porque acredito em coincidências mas, principalmente, porque vendo o filme da ATL minha admiração pelo filme da Vivo cresceu ainda mais… Explico: Ao comentar que o filme dirigido por Nando Olival tem o mérito de não escorregar no publicitês (as concessões que se faz ao apelo publicitário em detrimento da qualidade e da verdade do filme) não imaginei que o exemplo contrário viria assim tão rápido e me serviria de demonstração de forma tão didática. O filme da ATL faz justamente isso: Compraram os direitos de uma música tão absolutamente identificada com a juventude do país e mudaram a letra(!!!) pra não correr nenhum risco de ter a marca associada a hábitos que são comuns aos consumidores jovens mas que podem ser “perigosos” se associados a uma marca… O casal do filme é asséptico, não faz nada errado, Eduardo é lindo e loiro, a música foi editada e a letra modificada pra conter só as partes “boas” e politicamente corretas da relação de Eduardo e Mônica. Concessão ao publicitês, que esfria o filme e corta qualquer possibilidade de identificação com aquele casal de filme publicitário. Exato o contrário do que acontece no filme da Vivo, com a letra real, um casal normal, um Eduardo quase esquisito (como a imensa maioria dos adolescentes…) e a consequente identificação imediata com o casal, com o filme e, bingo, com a marca…
o filme da ATL:
Minha coluna do Reclame – TV Multishow
Parece que o clipe, depois de sair um pouco de moda quando a MTV transformou-se de TV musical em TV comportamental, voltou a empolgar jovens diretores. Não só o clipe, mas também o velho, gordo e sempre mágico plano sequência. Há pouco tempo Vera Egito e Renata Chebel fizeram um delicioso clipe em plano sequência para a música Nightwalker de Thiago Pethit, com participação de Alice Braga. Agora esse pessoal de Curitiba lança esse clipe, dirigido por Vinicius Nisi, em plano sequência não só de imagem, mas também de som. Impressionante.
direção Vinicius Vini, fotografia Andre Chesini (câmera), André Senna, Rosano Mauro Jr.
Obs ( 2 dias depois desse post ):
O clipe está se espalhando pela rede numa velocidade estonteante. Mais de 300.000 views em 3 dias no youtube. E junto com o sucesso centenas de comentários sobre a semelhança do clipe com o “Nantes” do Beirut. Realmente, não há como negar a semelhança, mas não acho que isso tira o mérito do clipe. Primeiro porque o Beirut é citado na introdução do clipe, numa espécie de claquete-mea-culpa, quase como se fosse uma dedicatória. Segundo e muito mais importante, porque a técnica aqui, embora seja realmente impressionante e a mesmíssima usada pelo Beirut, nem de longe é o que torna esse clipe tão especial e tão contagiante. A alegria, a leveza, a poesia e a emoção que esse pessoal consegue nesse clipe, nunca, jamais, em hipótese alguma se conseguiria apenas com técnica, seja ela original ou não.
Post originalmente publicado no Update or Die
Minha coluna do rádio – BandNews FM – segundas – 21:20.
Escute a de 09/05/11 – Sorrisos – Brastemp
Esse filme que me chamou a atenção porque é o único filme brasileiro finalista do Clio Awards desse ano, um dos prêmios mais importantes da publicidade internacional. Aí fui ver a ficha técnica do filme e tava lá: direção Brenno Castro, fotografia Brenno Castro, edição Brenno Castro. Epa, peraí, que filme é esse? E quem é esse Brenno Castro? Pois então, esse filme é de Brastemp, é da DM9, chama “Sorrisos” e foi concebido como uma ação integrada de internet, rádio e TV. Acabou virando um filme sensível e bem feito. Na internet teve de cara mais de 2 milhões de views e chamou a atenção de todo mundo pra esse tipo de formato. Atenção recebida também da agência e do cliente, que acabaram chamando o Brenno de novo, junto com a Cia de Foto, dessa vez pra um projeto mais ambicioso, filmado no Brasil inteiro, diretamente pra TV – o filme “Orquestra” que está veiculando agora. E os filmes são dirigidos por esse garoto, Brenno, que mal fez 20 anos, que traz esse frescor pra publicidade, com essa maneira bem típica de fazer filmes da novíssima geração – essa que já nasceu e cresceu entre verbas pequenas e prazos apertados. O menino dirige, fotografa, edita, lava, passa e engoma. Sorte dele encontrar pela frente uma agência grande como a DM9 e um cliente importante como Brastemp que deram o aval e botaram fé no taco de um menino talentoso da novíssima geração de diretores do Brasil. Sorte deles, sorte nossa.
direção, fotografia e motagem Brenno Castro, produção Paranoid, criação DM9DDB
post originalmente poblicado no Update or Die