Na semana passada escrevi aqui sobre minha madrinha e sobre como um ovo de páscoa dourado e gigante dado por ela fora de época, marcou a minha vida. Nessa semana inevitavelmente meu pensamento vagou sobre meus afilhados. Tenho três. Um me chegou pelo caminho normal. O segundo por um caminho meio torto. O terceiro (terceira) por um caminho completamente torto. Daniel é meu querido e amado sobrinho. Meu irmão escolheu a mim como madrinha e a mulher dele escolheu o irmão como padrinho. Caminho normal. O segundo, Iuri, é filho da minha amiga da vida inteira, Beatriz. Mas ela escolheu outra amiga pra ser a madrinha. Fiquei meio bem chateada, mas aguentei firme, calada, estóica. Não sei exatamente que caminhos o destino encontrou pra consertar um erro ainda não sacramentado, mas um dia tudo mudou e Bibi me liga dizendo que eu tinha que providenciar um batizado urgente pro meu novo afilhado, que tinha 5 anos e já era um pequeno herege aos olhos de Deus. Quem, eu? Mas desde quando eu sou a madrinha? Desde hoje. Aliás, do próximo sábado em diante, quando batizaremos o Iuri na cachoeira do seu sítio, à nossa maneira (tradução: vamos improvisar!). Bem, quem sou eu pra contrariar a ordem divina. Vamos batizar o heregezinho… Batizamos Iuri na cerimônia mais hilária que eu já presenciei, com ele apavorado com aquele mundo de água lhe caindo na cabeça, e eu e o Guto, o padrinho (vias normais: irmão da Bibi), criando na hora um texto muito complexo que tentava juntar água, pedrinhas, lama, amor e destino num único e longo discurso, enquanto o ex-pequeno herege trincava de frio. Iuri vem guardando as pedrinhas símbólicas do “batizado” por quase 14 anos, mas nunca mais na vida quis voltar àquela cachoeira.
Alice nasceu também da Bibi e do Caco, 7 anos depois. Como já era de se esperar, não fui escolhida madrinha. Bibi resolveu invovar e escolheu duas amigas pra batizar Alice. Duas madrinhas, ao invés de uma madrinha e um padrinho. Daí pensei, bom, se tem duas, pode ter três! Mas você já é madrinha do Iuri. Mas foi torto! Agora você pode compensar! Mas as madrinhas não vão gostar! E não gostaram mesmo… Mas eu venho insistindo. Não perco uma única oportunidade de dizer que sou madrinha dos dois filhos de Beatriz. De tanto que repeti isso, todos foram aceitando aos poucos. Alice, claro, foi a primeira. É demais mesmo ter três madrinhas. As outras madrinhas odeiam, mas já se conformaram. Bibi, Caco e Iuri gostam, porque já gostavam mesmo, somos e seremos amigos por toda essa vida, então que que custa, né?
Tenho sido uma madrinha não muito atenta às datas, mas tento compensar com uma ou outra intervenção bombástica em momentos especiais, conforme aprendi com minha própria madrinha.
Esses dias Alice anda triste, triste, porque morreu sua cachorrinha, companheira de toda a sua vida. Acho que vou mandar um ovo de páscoa dourado e gigante pra ela.




Tentando capturar um menino apavorado pra “batizar” e convencer que pedrinhas são o símbolo máximo do compromisso entre padrinhos e afilhados. (clique para ampliar)

aproveito para avisar que vou lembrar à criançada de sto andré que vc adora batismos… quem sabe apareçam alguns em sua proxima estadia…beijo da sua leitora fiel…
Lô, querida, eu e Pat não fomos consultadas sobre dividirmos nosso amadrinhamento de Alice, mas gostamos (na verdade, gostamos muito), da idéia triplice de madrinhas! É uma delícia manter os ritos de passagem com inovações à nossa moda!
bjs,
Nelcy
Lo, gostei muito desse seu texto sobre o novo filme do Fox.
Percebi as mesmas questões. Aliás, me apaixonei pelo seu blog e sou a mais nova integrante dessa coleção de fanz que você tem.
Beijão, Bibi.
Bibi, Adorei!
coisa boa,sou super fã do Caco,adorei!
e tu,quando aparece?o Pampa te espera!