Arquivo para a categoria '2. cinema e TV'

Filme da Semana – Clipe – Oração – A Banda Mais Bonita da Cidade

Parece que o clipe, depois de sair um pouco de moda quando a MTV transformou-se de TV musical em TV comportamental, voltou a empolgar jovens diretores. Não só o clipe, mas também o velho, gordo e sempre mágico plano sequência. Há pouco tempo Vera Egito e Renata Chebel fizeram um delicioso clipe em plano sequência para a música Nightwalker de Thiago Pethit, com participação de Alice Braga. Agora esse pessoal de Curitiba lança esse clipe, dirigido por Vinicius Nisi, em plano sequência não só de imagem, mas também de som. Impressionante.

direção Vinicius Vini, fotografia Andre Chesini (câmera), André Senna, Rosano Mauro Jr.

Obs ( 2 dias depois desse post ):

O clipe está se espalhando pela rede numa velocidade estonteante. Mais de 300.000 views em 3 dias no youtube. E junto com o sucesso centenas de comentários sobre a semelhança do clipe com o “Nantes” do Beirut. Realmente, não há como negar a semelhança, mas não acho que isso tira o mérito do clipe. Primeiro porque o Beirut é citado na introdução do clipe, numa espécie de claquete-mea-culpa, quase como se fosse uma dedicatória. Segundo e muito mais importante, porque a técnica aqui, embora seja realmente impressionante e a mesmíssima usada pelo Beirut, nem de longe é o que torna esse clipe tão especial e tão contagiante. A alegria, a leveza, a poesia e a emoção que esse pessoal consegue nesse clipe, nunca, jamais, em hipótese alguma se conseguiria apenas com técnica, seja ela original ou não.

Post originalmente publicado no Update or Die

¡DRAMÁTICA FILMES!

ou veja direto no link do Clube de Criação Online:

http://ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=51550

Robert McKee no Brasil! Who wants to be a millionaire, oops, sorry, a scriptwriter?

Você viu “Adaptação”, certo? Filme escrito pelo Charlie Kaufman e dirigido por Spike Jonze, mesma dupla de “Quero ser John Malkovich”, filme que revelou ao mundo a turma de cinema mais legal da atualidade. Uma gente que se espalha e se reveza nas fichas técnicas dos filmes que de fato trouxeram uma lufada de ar fresco ao cinema contemporâneo. No espetacular roteiro de “Adaptação”, o personagem que é um roterista genial (o próprio Kaufman) está em crise com o roteiro que está escrevendo e recorre ao irmão gêmeo que é roteirista amador (personagem fictício) e segue os preceitos do professor de roteiros Robert McKee, que o irmão roteirista genial em crise classifica como fórmula e sucessão de clichês. Mas no final ele mesmo recorre a McKee e o filme reforçou em mim a crença de que é ótimo e necessário tentar ser original e genial, mas é bem proveitoso conhecer os preciosos ensinamentos de McKee, mesmo que seja pra depois esquecê-los e virar de fato um gênio original, mas um gênio original com base.
Bem, Robert Mckee está no Brasil com seu Story, seminário de quatro dias em que ele fala pelos cotovelos, não deixa ninguém dar um pio e cobra multas de dez dolares do dono de cada celular que tocar no meio da aula. E, naturalmente, nenhum celular toca. O homem é um show-man, tem uma voz encantadora e consegue manter uma platéia absolutamente atenta ao seu charme por quatro dias seguidos, por dez horas ininterruptas a cada dia. Bem, não sou exatamente uma roteirista, mal saí das fraldas nesse sentido, mas posso dizer com a certeza dos inocentes: o curso é ótimo. Fiz esse Story workshop do McKee em São Francisco/California dois anos atrás e posso garantir que vale muito a pena.
McKee se gaba de ensinar sobre forma, não sobre fórmulas. De fato, é o que ele faz ao passar os olhos por mais de 100 filmes de diferentes gêneros, épocas e estilos. Mas, no final, querendo ou não, isso tudo colocado em linha, em forma de seminário, livro ou audiobook, acaba realmente fazendo o papel de fórmula – e você se lembra disso cada vez que abre o utilíssimo livro dele pra lembrar em que página mesmo deve acabar o primeiro ato ou quantos minutos o filme ainda pode ter depois do clímax do terceiro ato. Mas isso, longe de ser um problema, é uma benção. Sempre achei que pra se destacar em qualquer coisa é preciso primeiro conhecer muito bem o que já se sabe por aí, pra então dar o seu pulo do gato e tentar superar o que já foi feito. Existem naturamente gênios brutos, que se alimentam exclusivamente de sua mente, sem influências externas nem conhecimento histórico. Gente cuja mínima manisfestação de genialidade revoluciona o mundo até então conhecido. Claro que existe, mas são poucos e raros. Me parece muito mais provável que um novo talento se disponha a estudar o que já se conhece e, em cima disso, seu gênio arrebente a portinha da gaiola e esparrame seu talento pelo mundo.

Especialmente bom no curso é o ultimo dia, quando McKee projeta e disseca cada pedacinho de Casablanca, cena por cena. E não há como não se encantar por aquilo, aquele filme, aqueles atores, aquele roteiro incrível e aquele homem charmoso demonstrando beat por beat todos os pontos e argumentos que ele levantou durante os quatro dias de curso. E na saída, pra vender, está o roteiro de Adaptação com comentário de Robert McKee. O roteiro é praticamente a antítese de Casablanca, assim como Charlie Kaufman é praticamente a antítese de Robert McKee. Adaptação é um filme tão dúbio que ao mesmo tempo tira um sarro e presta uma homenagem a esse estudioso que é o avesso da moeda de Charlie Kaufman, o gênio que arrebentou a portinha da gaiola. Entre o sarro e a homenagem, McKee escolheu ficar com a homenagem… Muito propriamente.

Mais informações sobre o workshop de McKee no Brasil aqui.

E a entrevista que ele mesmo usa no site de divulgação do seminário, bem ilustrativa:

3% na reta final! Ficou sensacional!

Já falei algumas vezes (aqui, aqui e aqui) do 3%, um dos 8 finalistas do FICTV/Mais Cultura, uma realização da TV Brasil, Ministério da Cultura e Sociedade Amigos da Cinemateca. Dos 8 pilotos, 3 serão escolhidos para virar série de 13 episódios. O piloto ficou bom, muito bom, bom pra caramba. Sempre fui muito otimista em relação a esse projeto e sempre botei muita fé nos meninos do Manada, que criaram e e dirigiram o 3%. A Maria Bonita se mobilizou integralmente pra que o piloto ficasse com a qualidade impressionante que a gente vê na tela. Uma equipe de primeiríssima linha, autores e diretores jovens, talentosos e dedicados, e uma produção impecável. Vale a pena ver. No site do projeto dá pra ver o piloto (numa qualidade que, infelizmente, prejudica bastante a apreciação do episódio…) e também dá pra votar. Dia 15/04 passa na TV Brasil às 18:30. E dia 20/04 saberemos se o 3% estará entre os 3 projetos que virarão série. Não tenho dúvida nenhuma sobre a qualidade artística e técnica do 3%. Já o considero há muito tempo um projeto vencedor. Tomara que role!

Veja o piloto e vote aqui.

Manada e o 3% – Reflexões sobre talento, investimento e de como podemos contribuir pra esse mundo…

O piloto do 3%, projeto finalista do FIC-TV, desenvolvido pelo Coletivo Manada e produzido pela Maria Bonita, está pronto. Já falei sobre esse projeto em posts anteriores: aqui e aqui.
Ontem foi apresentado pra toda a equipe e colaboradores. Difícil descrever o fascínio e o orgulho estampado no rosto de cada um. Algumas coisas me dão bastante orgulho na história da Maria Bonita. Mas o projeto Cromossomos, cujos integrantes evoluíram, se emanciparam e formaram o Manada, que agora diz a que veio com o 3%, resume o espírito com que a produtora foi criada e desenvolvida. Apostar em novos talentos é o que todo mundo sabe que deve fazer, torcendo pra que logo o investimento possa dar retorno, além de renovar a imagem de uma produtora. Mas dificilmente se “arrisca” algo além de um salário de estagiário, esperando que um dia o potencial novo talento se revele um gênio e salte de dentro dele algo incrível e inovador. Isso até poderia acontecer, claro, se ao menos desse tempo… já que o que se dá realmente de oportunidade pra ele é, por exemplo, passar o dia fazendo back-up… Dar ferramentas e criar ambiente fértil em torno desses talentos iminentes é muito mais raro do que gostaríamos. Não deveria ser. Algumas produtoras, bem poucas, acreditam e investem realmente nisso. E, garanto, o retorno pode ser muito gratificante. Mas o investimento tem que ser inteligente e não exatamente econômico, pra que o talento que ainda não é óbvio realmente brote. Precisa ter olho pra identificar as potencialidades, tempo pra que essas sementes e se organizem e cresçam, estrutura pra que os galhos não se quebrem no caminho muitas vezes tortuoso, ferramentas pra que os frutos brotem saudáveis e bonitos e, principalmente, espaço pra que tudo isso floresça. Espaço interno, principalmente, dentro da gente, pra reconhecer e potencializar o talento dos outros. Desfrutar de um ambiente fértil e livre é benéfico e necessário pra todo mundo, pra que o talento dos outros aflore e isso renove também o nosso. Talvez assim a gente sinta que tem algo de bom pra contribuir com esse mundo.

(o outro projeto do Manada, o Nave Sub-D, finalista do AnimaTV e desenvolvido paralela e simultaneamente ao 3%, também está com seu piloto quase pronto. Falo dele no num próximo post…)

Manada Completo

Manada Completo

Preparo, sorte e intuição

Você está no set de filmagem com, digamos, 3 atores principais, 10 coadjuvantes e uns 30 figurantes. Pode ser uma cena tipo um festinha, uma comemoração de alguma coisa. Os atores principais têm fala, os coadjuvantes estão por perto e reagem e a figuração está lá pra fazer número, porque afinal de contas não dá pra dizer que é uma festa se temos apenas 13 gatos pingados. Bom, a câmera está rodando, os atores principais dando o texto, os coadjuvantes reagindo e a câmera passa sem querer por um figurante lá atrás olhando pra colega do lado com cara de amor. Cara de amor? Você repara nele, porque cara de amor é cara de amor, você fica intrigado. No próximo take você faz a câmera se demorar mais um pouco na cara dele, embora você saiba que não é pra dar close em figurante senão tem que subir o cachê dele pra cachê de coadjuvante. Mas o cara te chamou a atenção e no terceiro take você diz baixinho pro câmera: fica mais tempo naquele cara de camisa rosa lá de trás. Daí rola a cena. Quarenta pessoas no quadro, de repente o câmera lembra e acha o figurante lá atrás. Justo nesse momento sua colega ao lado se vira pela primeira vez pra ele, dá um sorriso tímido e o nosso figurante reage com o sorriso mais aberto e mais autêntico, aquele que só se forma nos nossos rostos quando trocamos o primeiríssimo sorriso com a pessoa que vamos amar dali pra frente. E a câmera estava rodando. Aquele sorriso, que não tinha nada a ver com a história que você estava contando, termina por fechar o filme, por justificá-lo, todo o resto que você tinha planejado filmar acaba virando uma preparação pra essa que passa a ser a cena que justifica e legitima o seu filme, com uma “atuação” magnífica que dá a ele uma verdade que tanto se almeja e raramente se consegue, principalmente em publicidade. Você intuiu que dali sairia algo e deu a sorte da câmera estar rodando, justo naquele momento.

A vantagem de se preparar muito pra filmar, desenhar os planos, estudar seus atores, seus cenários, discutir com sua equipe e escutar seus conselhos, enfim, fazer sua lição de casa antes de se aventurar no set de filmagem, é que seus receptáculos ficam abertos, livres e sensíveis ao improviso, ao inesperado, às sutilezas e nuances que um diretor tenso e despreparado não consegue perceber. Quando você não se prepara e tem que ficar “descobrindo”o filme no set, pensando em como filmar e o quê vai colar com o quê, você corre o risco de perder o que você ainda não sabe, mas que virá a ser o melhor do seu filme. A cena pela qual ele será lembrado – e com a qual você não tinha nem sequer sonhado antes daquele momento único, mágico, que só acontece num set de filmagem e, se temos alguma sorte, com a câmera rodando…

Jonas e a Baleia – Joninhas, o filme de todo mundo.

Enquanto o Elcio Verçosa revisa o terceiro tratamento que entreguei a ele no começo de setembro (ou faz um quarto…) eu vou adiantando a vida prática. Fizemos análise técnica e orçamento. Agora entra na fase Ancine e depois captação, editais, etc. Enquanto isso o roteiro, mesmo que ainda esteja longe da versão a ser filmada, vai sendo lido pelas pessoas envolvidas e o projeto vai se espalhando, ganhando força e forma. O pessoal da produtora já começa a tratar o filme por “Joninhas”, tipo uma pessoa da família. Os diálogos são assim: “Vamos mandar o Joninhas pra Ancine”. “Pede pro Caio ir preparando os contratos do Joninhas”. “A Flavia adorou o Joninhas”. É engraçado. Eu adoro isso. Fico emocionada, mesmo. Todo mundo leu o argumento e botou fé no projeto. Agora todo mundo tá lendo o roteiro e ficando louco pra fazer o filme. Cada vez tem mais gente envolvida. Cada um que se envolve põe uma energia íncrivel e o filme dá um passinho pra frente. As pessoas tratam o projeto como pessoal de cada um e, a cada novidade, ou a cada nova pessoa que lê e gosta do roteiro, a notícia é compartilhada e comemorada por todos. Elcio, Aza, Paulinho, Erika, Coy, Ariene, Roberio, Janaina, Tadeu, Picheco, Arapongas, Marcelo K, Marcelo M, João, Aninha, Juliana, Pat, Flavinha, Caco, Otavio, Bibi, Paula, Michele, Dudu, Christiano, Thiago, desde o começo, cada um que lê começa logo a enxergar o filme, a andar pelas ruas da Vila Madalena com olhos de produtor de locação e a comentar que o carnaval de São Paulo é mesmo estranho, mas que pode realmente ser um pano de fundo bem interessante pra uma história de amor. Eu fico muito, mas muito animada com esse movimento. Ter esse monte de gente em volta torcendo, dedicando tempo e energia a um projeto que mal chegou ao papel, é um gás precioso e fundamental pra fazer o motor andar. E tá andando. A passos largos. O processo é lento mas, mesmo assim, sinto um delicioso ventinho no rosto.

posts anteriores sobre Jonas e a Baleia aqui

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Raça Síntese de Joãosinho Trinta na Mostra de Cinema de São Paulo

Saíram os horários das exibições do documentário sobre Joãosinho Trinta (já falei dele aqui) na Mostra. Na segunda, 26/10, às 20:20, no cine Bombril, teremos a presença do próprio Joãosinho. Na exibição do Festival de Cinema do Rio tivemos uma sessão incrível, com direito a discurso emocionado no começo e ovação no final. O Odeon inteiro, lotado, aplaudiu um Joãosinho super emocionado, por muitos minutos, ao final da exibição do filme. Tenho certeza que em São Paulo será tão bacana quanto…
os horários:
CINE BOMBRIL 1 – 26/10/2009 – 20:20 – (Segunda)
ESPAÇO UNIBANCO POMPÉIA 10 – 02/11/2009 – 14:30 (Segunda)
UNIBANCO ARTEPLEX 3 – 03/11/2009 – 17:20 – (terça)

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Orgulhosíssima! Raça Síntese de Joãosinho Trinta no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo.

Estou orgulhosíssima de fazer parte da produção do documentário longa-metragem A Raça Síntese de Joãosinho Trinta, dirigido pelo Paulinho Machline e Giuliano Cedroni. O doc é um delicioso e emocionante aperitivo pro longa ficção que o Paulinho vai filmar no ano que vem e que, assim como o doc, conta a história de um cara inacreditável, um personagem ícônico fortíssimo que compõe o nosso imaginário, a nossa arte, a nossa estética. O filme estréia no domingo dia 4 no Festival do Rio, no Odeon, com a presença do Joãosinho e, espero, do Rio de Janeiro inteiro, que tem a oportunidade de prestar homenagem a quem mais contribuiu na história pra colocar o carnaval do Rio no lugar a que um dia chegou. Joãosinho tem 75 anos e vive em Brasília, longe da avenida que o consagrou. Espero de coração que a cidade retribua pelo menos em parte tudo que ele fez pelo Rio e pelo carnaval e que compareça em peso pra ver o rei do carnaval no tapete vermelho do Cine Odeon. Por enquanto divido com vocês o lindíssimo cartaz com foto feita especialmente por Vik Muniz.

Trinta_baixa

direção Paulo Machline e Giuliano Cedroni, produzido por Maria Bonita Filmes e Primo Filmes, produção Paulo Machline, Joana Mariani e Lô Politi, prod executiva Joana e Lô (com Aza Pinho), montagem Jair Peres, Fernando Honesko, Oswaldo Santana e Duda Izique, trilha André Abujamra

Conteúdo, programete, publicidade seriada, diferenciada, como chama isso, meu Deus?

Acaba de sair do forno da Maria Bonita uma série chamada “gourmand em casa”, apresentada pela Brastemp, criada pela DM9. Aí eu pergunto pro Paulinho Machline, que dirigiu os filmes: Como chama isso? Série de TV, publicidade, conteúdo? Ele: Ah, sei lá, é tipo uma série de TV, né? É meio dramaturgia, meio publicidade, tem uma pegada de ficção seriada, não sei, pergunta pro atendimento! Aninha, como chama? Ah, não é tipo branded content, branded entertainment? Grita o Coy passando no corredor: É conteúdo, meu! Nova era! Nova forma! Chama de programete!
Bom, sei lá como chama. Sei que é muito bacana. Os filmes são totalmente estruturados sobre atuação e dramaturgia, o ritmo é de série de TV e a equipe é de cinema. A direção é do ( “Oscar nominee”… uau…) Machline com roteiro do Antônio Prata. Passa na Tv a cabo, o protagonista Daniel tem twitter, facebook, enfim, a tal ação integrada, 360º, tal e coisa.
O perigo desse formato é tentar fazer disso uma forma de propaganda barata. Definitivamente não é. Pra ficar bom, tem que ter recursos parecidos com o da publicidade tradicional, boa direção, boa produção, boa captação. Se não o que se verá não será uma publicidade diferenciada e sim uma publicidade ruim, mal feita, pobre. Nem de longe é o caso desses filmes, super bem cuidados, bem dirigidos, bem atuados. O formato é diferente e inovador. Mas de nada adiantaria se a qualidade fosse ruim.

direção Paulo Machline, roteiro Antônio Prata, fotografia Christiano Mello, arte Joan Pallas, montagem Oswaldo Santana, trilha Utrasom, produção Maria Bonita, criação DM9DDB

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Lô Politi

Blog pra falar (originalmente) de cinema, tv e publicidade. Mas agora tem também crônicas, viagens e aleatórios...

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