Gravei a coluna enquanto estava de férias, no meio do deserto do Saara, lembrando de comerciais que são filmados em lugares incomuns, diferentes, inusitados, e que já no primeiro frame despertam nossa atenção. Como o brilhante comercial de Peugeot 206 (Escultor) filmado em Jaipur, na Índia, ou o comercial de Pepsi (Deserto), da Almap, dirigido pelo Pedro Becker e filmado nas exatas mesmas areias escaldantes onde gravei minha modesta coluninha…
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Filme da Semana na TV – Especial, direto do deserto do Saara – Peugeot 206 – Escultor
Publicado 25/03/2010 r 3. filme da semana 1 ComentárioTags:almap, comercial Peugeot 206, Pedro Becker, Pepsi, Saara
Filme da Semana na TV – O melhor do ano! – Cachorro Peixe – Space Fox
Publicado 29/12/2009 r 3. filme da semana 1 ComentárioTags:almap, cachorro-peixe, filme da semana, publicidade
Minha coluna na TV – Multishow – Quinta – 16:45 ; Segunda – 07:30 ; Quarta – 01:30 ; Sexta – 15:15 ; Sábado – 08:00 ; Domingo – 03:30
Veja post anterior sobre o filme aqui.
Filme da Semana do Ano! – Cachorro-Peixe – Space Fox
Publicado 22/12/2009 r 3. filme da semana 1 ComentárioTags:almap, cachorro-peixe, filme da semana, publicidade
O Reclame fez uma pesquisa entre criativos de qual seria o melhor filme do ano. Deu Cachorro-Peixe. Várias menções a Carousel, da Philips, e T-Mobile Dance, mas a maioria escolheu o filme da Almap pra Space Fox. Quando a pergunta veio pra mim, sinceramente, não tinha dúvida nenhuma. Pra mim Cachorro-Peixe é de longe o melhor filme do ano, se não no mundo, com certeza no Brasil. O ano foi péssimo pro cinema publicitário. Em tempos de crise, o mercado se retrai e os clientes acabam optando por filmes mais funcionais, com medo de arriscar em filmes mais criativos. Uma pena, porque acaba achatando a criatividade e nivelando tudo por baixo. Pudemos ver um reflexo claro disso no festival de Cannes, onde o único leão de ouro foi justamente pra Cachorro-Peixe que, além de criativo, bonito e bem realizado, é também funcional, mostrando carro, espaço interno, beleza, features, tudo que deixa um cliente tranquilo num ano de crise. Pena que ainda não são todos os clientes que entendem que, principalmente em tempos de crise, um bom filme é ainda mais necessário. E ainda mais funcional.
Cachorro-Peixe é um filmaço. Tomara que o ano que vem seja generoso com a gente em filmes bons como esse.
direção Armando Bo, fotografia Cristian Cottet, produção Rebolucion, trilha Hilton Haw, criação AlmapBBDO
Filme da Semana – Novo Fox – Velhinhos
Publicado 25/11/2009 r 3. filme da semana 6 ComentáriosTags:almap, Caíto Ortiz, Fox, Prodigo, publicidade, Talent
Adoro filme de carro sem performance. Os lançamentos de carro que mostram gente bacana em paisagens lindíssimas, e só, são pra mim o anti-clímax da propaganda. Filmes caríssimos, produções hollywoodianas, filmagens internacionais, a busca incansável por uma paisagem diferente, inédita. E o que se consegue? Mais do mesmo. Por isso sempre gosto quando um filme de carro não mostra performance, porque aí não há como se prescindir de uma ideia. Claro que muitas vezes um filme tem, além da performance, uma boa idéia. Mas quantas vezes o filme só tem performance, é lindo e tal, mas não tem idéia nenhuma? Já quando não tem performance (talvez por questões orçamentárias…), cria-se a cama pra uma boa ideia. E esse filme novo de Fox (são três, mas esse, “Velhinhos”, é de longe o melhor), tem uma ideia ótima e o carro está lá bem quietinho, paradinho na sala da casa dos velhinhos. O filme é simples, quase espartano, mostra-se do carro o mínimo necessário pra ajudar a contar a história do filme. Plano frontal do carro, o câmbio, o painel, cenas que fazem parte da piada do filme e ajudam a contar a história. Essa é sem dúvida a melhor maneira de se mostrar um produto – quando a cena é pertinente ao roteiro, faz parte da história. E tem uma ótima atuação dos velhinhos, especialmente da velhinha (o que é aquele olhar dela em “resposta” à pergunta do velhinho!) a serviço do humor. Simples, direto, espartano. E, falou em humor, simples, direto, espartano, falou em Caíto Ortiz. Quem conhece o Caíto já entende exatamente porque seus filmes são como são: todo mundo gosta, todo mundo ri com ele, todo mundo se sente à vontade.
Caíto apareceu com os deliciosos filmes da Talent pra Semp Toshiba. Daí pra frente o mercado começou a a ver nele um diretor que trabalha com humor solto, espontãneo, que faz filmes simples, com a piada baseada no roteiro, nos atores, sem grandes pirotecnias, sem precisar de uma grande produção pra contar uma boa historia e, principalemente, pra contar uma boa piada. Suponho que pras agências tenha sido um achado: um cara que é de trato facílimo, avesso a qualquer estrelismo, que dá pro filme o que o filme precisa e mais o talento dele à serviço da história. Sem firulas, sem exageros, sem desperdício. Uma piada bem contada, mesmo num filme de carro, nem sempre precisa de um orçamento gigante. Mas precisa de um diretor que faça o filme crescer. E um bom diretor, muitas vezes, vale mais que um bom orçamento.
Vou postar o Novo Fox dos velhinhos mas, pra lembrar quem é o grande Caíto, vou postar também o filme de Semp Toshiba que eu mais adoro entre os vários que ele fez, “Espanto”.
direção Caíto Ortiz e Andre Godoi, fotografia Marcelo Trotta, arte Marcelo Escañuela, produção Prodigo Films, criação AlmapBBDO
direção Caíto Ortiz, produção Prodigo FIlms, criação Talent
Filme da Semana – Havaianas – Avó
Publicado 09/09/2009 r 3. filme da semana 2 ComentáriosTags:almap, filme da semana, publicidade
Semaninha fraca de filmes novos… Me resta falar de filmes bons com fórmulas consagradas. A campanha de Havainas tem mais ou menos a mesma fórmula há anos e continua um sucesso. Filmes bonitos, divertidos, gostosos de ver. Sempre com atores conhecidos da televisão. Pra mim, o grande diferencial é que os atores são bem aproveitados. Estamos acostumados a ver filmes com “celebrities” cujos roteiros se apóiam não numa boa ideia, mas apenas no fato daquela personalidade estar ali. O resultado são filmes totalmente sem graça, em que o ator está ali só pra dar o serviço, quase um lettering animado. E às vezes chega a ser até constrangedor, com um ator da novela (cantor, jogador de futebol, exbigbrother…) sorrindo amarelo e falando em nome de determinada marca, se colocando como “nós, da marca tal”, como se alguém pudesse pensar que ele trabalha lá! Aborrecido e constrangedor. Não é nem de longe o caso desses filmes de Havaianas – os filmes tem uma ideia e os atores estão sempre atuando, o que é justamente o que eles fazem de melhor. Os roteiros são historinhas descompromissadas que entretêm, fazem você prestar atenção e se identificar com aquela marca – como deveria ser da natureza dos comercias de TV. Não é de se admirar que a velha fórmula de Havaianas não se desgaste – ideias simples e boas, bem realizadas. E bem dirigidas. Desde sempre esses filmes vem sendo dirigidos pelo especialista Clovis Mello, por quem todo ator ” celebrity” quer ser dirigido em comerciais – garantia de um filme bom e bem cuidado e de uma filmagem rápida e tranquila. Garanto que isso não é pouco e não acontece à toa. E a fórmula não se desgasta. Porque é boa.
direção Clovis Mello, fotografia Fernando Oliveira, produção Cine, criação AlmapBBDO
Diretores brasileiros, tremei?
Publicado 11/08/2009 r 1. publicidade 1 ComentárioTags:almap, argentinos, Armando Bo, cachorro-peixe, publicidade
O assunto da semana entre as produtoras de publicidade é a chegada no Brasil de produtoras estrangeiras ou diretores estrangeiros representados por produtoras brasileiras ou internacionais, pra filmar no Brasil pra agências brasileiras. Ui. Eu acho que não há porque se preocupar. O Brasil já tem uma reserva natural nesse mercado, também conhecida pelos nomes de prazo, verba ou cliente inseguro. Ou alguém acha que diretores internacionais como, digamos, os Vickings, o Michael Gondry o irmão do Michel Gondry, o Armando Bo, vão se submeter aos prazos e verbas que estão sendo praticados ultimamente? E vão estar disponíveis pra fazer 50 reuniões e 90 versões pra deixar o cliente seguro? Claro que não. O que vai acontecer é que algumas raríssimas exceções em que o filme tiver tempo e verba e o nome do diretor compensar a distância dele durante o processo fora das filmagens (que, todos sabemos, é loooongo), aí sim, um ou outro filme será dirigido por diretor estrangeiro. O que não apenas não representa ameaça alguma, como também ajuda a reciclar o mercado e nivelar por cima. Além do que obriga agência e cliente a se comportarem com maior organização e até a escutarem alguns “nãos” que as produtoras brasileiras não tem coragem de falar com medo de perder o cliente do dia a dia, de todos os dias. Cachorro-peixe por exemplo, da Almap, dirigido pelo inacreditavelmente bom Armando Bo, ganhou todos os prêmios merecidos pela criação e direção impecáveis que teve. Teria ficado igualmente bom se fosse dirigido por um dos melhores diretores do Brasil que, aliás, fazem quase todos os filmes da Almap? Talvez. Mas também é muito bom ver um filme do Armando Bo no intervalo do Fantástico. Isso quer dizer que a Almap vai deixar de fazer filmes com o Manga, o Borrelli, o Meirelles, o Pedro Becker? Não vai. Aliás, já não deixou. Depois de cachorro-peixe muitos e ótimos filmes da Almap foram feitos por diretores brasileiros. Ao mesmo tempo a agência é uma das principais incentivadoras das produtoras que estão vindo com representação ou filial no Brasil. Bom, teremos mais cachorros-peixes. Graças a Deus.
