Acaba de sair do forno da Maria Bonita uma série chamada “gourmand em casa”, apresentada pela Brastemp, criada pela DM9. Aí eu pergunto pro Paulinho Machline, que dirigiu os filmes: Como chama isso? Série de TV, publicidade, conteúdo? Ele: Ah, sei lá, é tipo uma série de TV, né? É meio dramaturgia, meio publicidade, tem uma pegada de ficção seriada, não sei, pergunta pro atendimento! Aninha, como chama? Ah, não é tipo branded content, branded entertainment? Grita o Coy passando no corredor: É conteúdo, meu! Nova era! Nova forma! Chama de programete!
Bom, sei lá como chama. Sei que é muito bacana. Os filmes são totalmente estruturados sobre atuação e dramaturgia, o ritmo é de série de TV e a equipe é de cinema. A direção é do ( “Oscar nominee”… uau…) Machline com roteiro do Antônio Prata. Passa na Tv a cabo, o protagonista Daniel tem twitter, facebook, enfim, a tal ação integrada, 360º, tal e coisa.
O perigo desse formato é tentar fazer disso uma forma de propaganda barata. Definitivamente não é. Pra ficar bom, tem que ter recursos parecidos com o da publicidade tradicional, boa direção, boa produção, boa captação. Se não o que se verá não será uma publicidade diferenciada e sim uma publicidade ruim, mal feita, pobre. Nem de longe é o caso desses filmes, super bem cuidados, bem dirigidos, bem atuados. O formato é diferente e inovador. Mas de nada adiantaria se a qualidade fosse ruim.
direção Paulo Machline, roteiro Antônio Prata, fotografia Christiano Mello, arte Joan Pallas, montagem Oswaldo Santana, trilha Utrasom, produção Maria Bonita, criação DM9DDB
