Minha coluna na TV – Multishow – Quinta – 16:45 ; Segunda – 07:30 ; Quarta – 01:30 ; Sexta – 15:15 ; Sábado – 08:00 ; Domingo – 03:30
Veja post anterior sobre o filme aqui.
Minha coluna na TV – Multishow – Quinta – 16:45 ; Segunda – 07:30 ; Quarta – 01:30 ; Sexta – 15:15 ; Sábado – 08:00 ; Domingo – 03:30
Veja post anterior sobre o filme aqui.
O Reclame fez uma pesquisa entre criativos de qual seria o melhor filme do ano. Deu Cachorro-Peixe. Várias menções a Carousel, da Philips, e T-Mobile Dance, mas a maioria escolheu o filme da Almap pra Space Fox. Quando a pergunta veio pra mim, sinceramente, não tinha dúvida nenhuma. Pra mim Cachorro-Peixe é de longe o melhor filme do ano, se não no mundo, com certeza no Brasil. O ano foi péssimo pro cinema publicitário. Em tempos de crise, o mercado se retrai e os clientes acabam optando por filmes mais funcionais, com medo de arriscar em filmes mais criativos. Uma pena, porque acaba achatando a criatividade e nivelando tudo por baixo. Pudemos ver um reflexo claro disso no festival de Cannes, onde o único leão de ouro foi justamente pra Cachorro-Peixe que, além de criativo, bonito e bem realizado, é também funcional, mostrando carro, espaço interno, beleza, features, tudo que deixa um cliente tranquilo num ano de crise. Pena que ainda não são todos os clientes que entendem que, principalmente em tempos de crise, um bom filme é ainda mais necessário. E ainda mais funcional.
Cachorro-Peixe é um filmaço. Tomara que o ano que vem seja generoso com a gente em filmes bons como esse.
direção Armando Bo, fotografia Cristian Cottet, produção Rebolucion, trilha Hilton Haw, criação AlmapBBDO
O assunto da semana entre as produtoras de publicidade é a chegada no Brasil de produtoras estrangeiras ou diretores estrangeiros representados por produtoras brasileiras ou internacionais, pra filmar no Brasil pra agências brasileiras. Ui. Eu acho que não há porque se preocupar. O Brasil já tem uma reserva natural nesse mercado, também conhecida pelos nomes de prazo, verba ou cliente inseguro. Ou alguém acha que diretores internacionais como, digamos, os Vickings, o Michael Gondry o irmão do Michel Gondry, o Armando Bo, vão se submeter aos prazos e verbas que estão sendo praticados ultimamente? E vão estar disponíveis pra fazer 50 reuniões e 90 versões pra deixar o cliente seguro? Claro que não. O que vai acontecer é que algumas raríssimas exceções em que o filme tiver tempo e verba e o nome do diretor compensar a distância dele durante o processo fora das filmagens (que, todos sabemos, é loooongo), aí sim, um ou outro filme será dirigido por diretor estrangeiro. O que não apenas não representa ameaça alguma, como também ajuda a reciclar o mercado e nivelar por cima. Além do que obriga agência e cliente a se comportarem com maior organização e até a escutarem alguns “nãos” que as produtoras brasileiras não tem coragem de falar com medo de perder o cliente do dia a dia, de todos os dias. Cachorro-peixe por exemplo, da Almap, dirigido pelo inacreditavelmente bom Armando Bo, ganhou todos os prêmios merecidos pela criação e direção impecáveis que teve. Teria ficado igualmente bom se fosse dirigido por um dos melhores diretores do Brasil que, aliás, fazem quase todos os filmes da Almap? Talvez. Mas também é muito bom ver um filme do Armando Bo no intervalo do Fantástico. Isso quer dizer que a Almap vai deixar de fazer filmes com o Manga, o Borrelli, o Meirelles, o Pedro Becker? Não vai. Aliás, já não deixou. Depois de cachorro-peixe muitos e ótimos filmes da Almap foram feitos por diretores brasileiros. Ao mesmo tempo a agência é uma das principais incentivadoras das produtoras que estão vindo com representação ou filial no Brasil. Bom, teremos mais cachorros-peixes. Graças a Deus.