Adoro propaganda seriada. Uma história que começa em um filme e continua em outros, quantos forem necessários ou quantos a história aguentar. Ultimamente existe uma tendência de propaganda seriada em formato de seriado mesmo, em episódios semanais, séries fechadas em um número definido de capítulos, como os seriados que vemos na programação regular da TV. É um formato de publicidade calcado no entretenimento. Já falei dele aqui comentando uma série de oito filmes feita para a linha Gourmant da Brastemp. Mas o formato desses filmes canadenses de Knorr é calcado na propaganda tradicional, de 30 segundos, sem continuidade nem frequência pré-definida. A diferença é que eles se utilizam de princípios básicos do entretenimento pra criar uma relação com o consumidor ultrapassando o produto e se conectando diretamente à marca. Aqui no Brasil temos o exemplo dos filmes da família Sadia, que de tempos em tempos faz uma série de filmes que contam a historinha de uma mesma família e que às vezes duram anos. Com o tempo aprendemos a reconhecer os personagens, a gostar deles, a bater o olho no primeiro frame e já saber exatemente do que se trata, quem são e como se relacionam aquelas pessoas. Como num seriado de TV. Salty é um personagem fofíssimo, ultra-carismático, ainda que se considere que seja apenas um saleiro. Um anti-herói cuja jornada é dura, muito dura. Ao vê-lo no primeiro frame toda a simpatia angariada nos filmes anteriores saltam do espectador para a TV. E já sabemos que ele vai se ferrar, mas queremos ver como e até quando. A animação é canadensemente perfeita e os roteiros são ótimos. Esse último filme da série dá a causa do personagem praticamente por perdida. Não conseguindo sucesso nesse e em nenhum do outros filmes, ele se vê sem saída e só lher resta o pior dos caminhos: o crime.
O filme “Mask” é o último, mas vale muito a pena ver a série toda, postada aqui na ordem.
direção David Hicks, produção Sons and Daughters, criação DDB Toronto

